sexta-feira, 29 de novembro de 2013


EXIBICIONISMO


  Mania ou gosto de ostentação; perversão que consiste em gostar de exibir o corpo. Mostrar, expor, patentear, alardear, apresentar.
  Além de ser uma consequência direta do tabu do sexo e da nudez, o exibicionismo decorre de um sentimento de inadequação e insegurança relativa ao sexo, e, em termos mais amplos, da impossibilidade de se relacionar com as pessoas de igual para igual.
  Relatos bíblicos contam que mordido o fruto proibido, Adão e Eva se aperceberam de sua nudez e, envergonhados, cobriram-se com folhas de Parreira. Não se esclarecendo com exatidão o motivo dessa vergonha. A partir dai, entretanto, a nudez sempre foi associada a sexualidade, teria se tornado um tabu para a chamada civilização ocidental.
  Não é de surpreender que a maioria das pessoas se assuste e mesmo se sinta ofendida quando se depara, seja num canto escuro de parque, seja em plena rua com a inesperada figura de um exibicionista. E não é atoa que a prática do exibicionismo seja considerada um crime, possível de condenações previstas na forma da lei.
  Mais interessante é que, apesar de condenado moral e legalmente, o exibicionismo é um dos crimes mais frequentes dentre aqueles ligados à sexualidade; cerca de um quinto dos processos por ofensa sexual são acusados de exibicionismo. Mais curioso consiste no fato de esses 'criminosos' serem do sexo masculino em sua grande maioria.

  Esse detalhe talvez tenha muito a ver com o que as militantes feministas denunciam como concepção 'machista' da sociedade.
  Em muitos países, a lei só reconhece como crime a exibição do pênis, enquanto um show de strip-tease : cujo o principal objetivo é sem dúvida alguma a exibição do corpo da mulher e não apenas isento de sanções penais como também anunciado publicamente. Apesar do tabus, diriam as feministas, a nudez da mulher não choca porque se transformou em um mero objeto de consumo. Aliás, em certa medida o próprio exibicionismo seria uma consequência do machismo, que exige dos homens um comportamento sexual extremamente viril, quase brutal. Assim dessa maneira, sentimentos de inadequação e insegurança em relação ao sexo, o medo de não ser capaz de satisfazer a companheira e a obsessão excessiva em manter um comportamento sexual vigoroso muitas vezes conduzem ao exibicionismo. Isto porque o que importa nesse tipo de 'ato sexual', e a relação inicial da 'vítima'; o susto, o horror e o medo desta é interpretado pelo exibicionista como uma prova de sua masculinidade.
  Por esse motivo, o exibicionista geralmente prefere 'atacar' mulheres jovens ( ou mesmo meninas), que se assustam mais facilmente, mais da metade das denuncias de exibicionismo parte de jovens menores de 16 anos. As mulheres mais velhas podem reagir com naturalidade, criando situação embaraçosa e frustrante para o exibicionista.
  Como a prática do exibicionismo visa o choque e o susto, suas vítimas, ao contrário do que se costuma imaginar, raramente são atacadas fisicamente. Inseguro de si, o exibicionista é incapaz de se aproximar muito de suas vítimas, muito menos de se exibir por um tempo relativamente longo. Essa timidez do exibicionista é compartilhada pela maioria dos  chamados 'delinquentes sexuais': segundo estatísticas resultante de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, apenas 700 dos 3600 acusados de crime sexual havia efetivado ataques físicos.
  Inseguro em assumir o seu papel no sexo, o exibicionista, após assustar as pessoas com seu comportamento, completa seu ' ato sexual', por meio de masturbação.
  Naturalmente não existe nenhuma figura típica, um protótipo de exibicionista, ele não possui nenhum traço físico, ou 'ar' específicos. Assim sendo, um respeitável senhor acima de qualquer suspeita como um rebelde adolescente, pode ser jovem, adulto ou velho, casado ou solteiro. Todos esses casos encontra-se um denominador comum, a imaturidade, sobretudo em relação ao sexo, ou, segundo  a terminologia Freudiana, o complexo de castração.
  Segundo Freud, as crianças imaginam que as mulheres são homens que tiveram o seu pênis cortado. Por esse motivo, os meninos passam a temer a possibilidade de serem castrado. O homem por alguma deficiência de sua formação, teme inconscientemente a eventual castração - o que o levaria a exibir-se para se certificar da existência de seu órgão sexual.
  Tais explicações, o fato é que as crianças (que segundo Freud normalmente apresentariam o complexo de castração) em geral passam por uma 'fase exibicionista', elas costumam exibir entre si, estabelecendo comparações, motivo esse que geralmente as crianças demonstram uma grande curiosidade em relação ao sexo. 
  Essas atitudes inocentes, se os pais reagirem embaraçados ou mesmo repreenderem a criança, está pode concluir que o sexo é algo 'sujo', e passar a alimentar um sentimento de culpa em relação a ele, criando assim uma instabilidade emocional em relação ao sexo, o que pode redundar na prática de exibicionismo.
  Essa situação familiar - em que é socialmente reproduzido o tabu da nudez ( e do sexo) - pode também produzir o reverso da moeda: a 'vítima' do exibicionismo.

  Na adolescência, uma informação inadequada e preconceituosa pode redundar em uma visão ' mecanicista' do sexo, que é uma das formas do 'machismo', o jovem passa a acreditar que um homem não deve se envolver nos complexos labirintos da emoção e do sentimento, e se orgulha de sua impassividade em relação as sucessivas metamorfoses sentimentais de sua masculinidade. 'Homem não chora', diz ele. Essa concepção ao ser transportada para o campo da sexualidade propriamente dita, acaba por provoca um comportamento sexual impessoal, isento de qualquer espécie de prazer.
  Na maioria dos países, os adolescentes em geral tem sua iniciação sexual com prostitutas, o que reforça a ideia de que se trata de um ato impessoal, uma extensão da masturbação, ele assim se torna incapaz de manter uma ralação normal e pode substituir o ato sexual (que envolve o jogo das emoções que despreza) por exibicionismo.
  O exibicionista adulto pode estar apenas dando continuidade a práticas que adquiriu na juventude, mas pode também estar buscando novas formas de emoções, já que tudo para ele se tornou rotineiro e monótono. 
  Essas incapacidades podem ser corrigidas através do auxílio psiquiátrico, corrigido no sentido de ajuda-lo a abandonar o seu hábito.
  Segundo ao professor James Mathis, o exibicionismo em um adolescente equivale a um grito de socorro endereçado a aqueles que possam auxilia-lo. Mathis acredita que o caso deve ser atenciosamente acompanhado. Uma das técnicas mais usadas para esse tipo de tratamento é psicoterapia de grupo, aplicada no sentido de integrar melhor 'o paciente' em um relacionamento humano.
  Uma forma de exibicionismo que se tornou muito conhecida e comentada no ocidente no início da década de 70 com o nome de Streaking em termos estritamente descritivo, esse tipo de exibicionismo consiste em sair correndo pelas ruas, sozinho ou em grupo, totalmente despido.

   
   Em primeiro lugar, o Streaking é uma atitude tomada sobretudo pelos jovens.
  Em segundo lugar essa prática conquistou adeptos em várias partes do mundo, aa ponto de ser considerada um ' movimento internacional'.
  O Streaking tem como principal objetivo a contestação social: despi-se em pleno público é por si só um protesto contra os valores da civilização moderna ( a começar com o tabu da nudez).
  Streaking pode ter tanto um alvo difuso ( como um protesto geral contra o 'sistema'), como um objeto bem preciso (por exemplo, o militarismo Norte - americano).
  Andar nu pelas ruas em certa medida, torna-se moda e as pessoas mais sisudas passaram a encarar esse tipo de comportamento com bom humor, considerando-o meras excentricidades de adolescentes. Assim o Streaking acabou se reduzindo a uma simples variante do velho exibicionismo, que, no fim das contas, equivale a um grito de desespero: 'olhem para mim'!          

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Impotência 

O fantasma do homem moderno


  A maioria dos homens está sujeita a fracassos sexuais. Nessas ocasiões uma prova de amor pode reconfortar o ego masculino e lhe devolver a confiança.
  Deveria ter sido um final perfeito para uma noite inesquecível. O jantar em dos melhores restaurantes da capital, fora excelente. Depois confortavelmente nas almofadas da sala, música suave e romântica no som, e começaram a se abraçar mais intensamente, mais sensual, quando de repente alguma coisa estranha 'talvez ansiedade', o gosto do vinho, uma vaga imagem na memória? Afetou Paulo a tal ponto que ele se viu fisicamente incapaz de prosseguir as carícias. Sentia-se impotente.
  A primeira reação foi de culpar a parceira e a experiência não só estragou a relação, também destruiu a auto confiança do rapaz, de tal maneira que na semana seguinte ele se consultava em um psico terapeuta. Logo se estabeleceu que a desagradável experiência não deixou maiores marcas. Paulo ficou sabendo que praticamente todo homem passa pelo mesmo tipo de frustração, pelo menos uma vez na vida.
  Impotência:
  A palavra em si já provoca imagens apavorantes na mente do homem comum. Na maioria dos casos porem, o fracasso sexual é algo passageiro, facilmente superado. Qualquer futebolista que tenha jogado intensamente durante a tarde e terminou o dia bebendo uma duzia de latas de cerveja, pode falar sobre o tema com conhecimento de causa.
  Se algo não vai bem e fique preocupado com o mal rumo de seus negócios a pessoa pode perder o interesse sexual por semanas a fio, e se tentar cumprir seus deveres como esposo é possível que fracasse. Os casos mais graves são aqueles nos quais um fracasso conduz a outro e eventualmente a completa incapacidade sexual. 

  Através de cada história de impotência prolongada a uma tragédia pessoal e uma paisagem desolada de relações humanas malogradas e lares desfeitos. 
  As vezes o fato é encarado como algo tão vergonhoso, miserável e desesperador que o indivíduo não procura auxílio com medo de revelar sua situação.
  Mas o que é impotência? E mais importante ainda oque pode ser feito para auxiliar suas vítimas?
  Em termos simples e sinético, importante é o indivíduo fisicamente incapaz de realizar o ato sexual e, consequentemente incapaz de reproduzir a espécie. As estatísticas mostram que cerca de 10% desses casos podem ser classificados como ' orgânicos' e originam-se de doenças ou lesão. Na maioria dos casos, as causas são fatores psicológicos e podem ser chamados de maus 'funcionais'. Entre estas inclui-se o que Masters e Johnson, dois especialistas em sexologia chama de 'impotência primária'. Afirmam eles que: 'a ansiedade em relação à atividade sexual e a insegurança pessoal do indivíduo podem ser tão castradoras ao ponto de impedir completamente a capacidade natural do homem de obter uma ereção.
  As causas desse terrível estado emocional podem ser múltiplas: a mãe que 'seduz' o filho desde muito cedo; a crenças religiosas de que o sexo é pecado; fracasso na primeira relação, com os traumas resultantes, e, por fim a homossexualidade latente.
  Johnson e Masters identificam outra classe de impotência, à qual dão o nome de ' impotência secundária', isto é, o fracasso eretivo em pelo menos 25% das oportunidades sexuais. Ejaculação prematura, alcoolismo, pais dominadores, restrições religiosas e problemas causados por experiências homossexuais. São enumeradas pelos dois sexólogos como fatores que contribuem para esse tipo de impotência.
  Se um rapaz tem uma experiência sexual negativa pode ter efeitos apenas passageiro, mas, no casamento, o problema se agrava e muitas vezes é extremamente aflitivo. Por estarem com vergonha os parceiros podem não procurar auxílio. Em compensação, em grande parte dos casamentos existe uma reserva fundamental de amor e confiança que une o casal na adversidade. Com isso o problema é enfrentado e os conjunges podem dominar a impotência pela ajuda e entendimento mútuos.

   Vamos expor um exemplo de problema que pode causar impotência em um jovem esposo.
  Carlos, executivo em ascensão, tem aproximadamente 28 anos de idade, casado ha 3 anos com Marlene e tinham 2 filhos. Tinham uma vida confortável, feliz, foi quando Carlos sofreu um sério revés nos negócios. Carlos foi mandado ao exterior para acertar algumas transações comerciais importante e aparentemente teve bom êxito. A chefia ficou contentíssima, a promoção parecia certa e ele em função disso fez planos. Ai começaram os problemas.
  O negócio deu para trás, porque o governo do país do cliente foi deposto, tornando incerto o futuro da companhia de lá. O prestígio de Carlos repercutiu na firma, apesar de ele ter tentado assegurar sua posição.
  Sempre antes de ir para casa Carlos costumava tomar um drinque com os amigos, agora como a tensão aumentou, os números de drinques também cresceu e chegava mais tarde.
  A princípio, Marlene compreendeu o problema tendo plena consciência do que a posição profissional do marido significava para a família. O tempo foi passando e ela percebeu que o interesse sexual do marido foi diminuindo. Assinalou-lhe isto e a desculpa foi o cansaço. Marlene não quis insistir, porém inevitavelmente chegaria o momento em que ela também ficaria 'cansada' , só que por razões diferentes: a falta de afeto e interesse por parte do marido.
  Quase que tardiamente Carlos percebeu o problema e decidiu agir, tentando relacionar-se sexualmente com a esposa.
  Mas, para sua surpresa notou que era incapaz de obter ereção. Marlene ficou magoada, mas manteve-se discreta. O caso repetiu varias vezes.
  A história com tudo acabou se encaminhando para um final feliz, a partir do momento em que um amigo aconselhou-os a levar o problema a um psico terapeuta.
  Para o homem, o trauma da impotência pode muitas vezes afetar toda sua vida. Se ele não for ajudado pela esposa ou por um amigo, ou tratado por um psico terapeuta, jamais poderá sentir-se um ser humano ' completo'.

  O trauma pode modificar sua atitude com relação ao trabalho ou distorcer seu 'tino' comercial, pode afetar totalmente seus padrões de conduta social, tornando-o amargurado e introspectivo.
  Os principais obstáculos que impedem o homem impotente de recuperar a sua sexualidade são o medo e a vergonha. Em suma, muitos homens nessas condições tornam-se incapazes de compreender como ficaram impotentes e podem então ficar envergonhados e com medo de procurar auxílio.
  O amor e a compreensão podem muito bem anular a dificuldade sem que seja necessário recorrer a tratamento médico ou psicoterápico.
  A condição fundamental para exito na recuperação do problema, seja por meio do apoio dos amigos, seja através de tratamento com um psicoterapeuta, é a firme disposição do indivíduo impotente.
  Esse desejo precisa ser suficientemente forte para neutralizar o medo de recorrer a outras pessoas. O impotente deve dirigir-se a outros homens, sobretudo de mais idade, que certamente já passaram pela mesma desagradável experiência e conseguiram supera-la. Inúmeros casos permaneceram insolúveis porque o indivíduo não busca informação e , assim, não fica sabendo que a perda da capacidade de ereção é fenômeno comum e , na maioria das vezes, passageiro. É preciso não se intimidar com a super valorização ou com o 'machismo' que permeiam a maioria das sociedades contemporâneas.       
  
  

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Mito ou Ficção, os filhos mentem?


  Será que é mito acreditar que o filho nunca mente, ou é mesmo ficção?
  Há alguns anos li em jornal uma reportagem ou crônica que falava sobre este tema.
  O autor dizia que havia recebido um bilhete com comentários bem engraçados, de uma professora encantada com o seu trabalho e com mais de vinte anos de exercício da profissão no ensino fundamental em escolas particulares e do GDF. Conta ela que tem refletido muito sobre o relacionamento que a escola estabelece com os pais dos alunos, inspirada pelos comentários feitos na coluna desse jornal. A professora relata que depois de muito relutar e resistir, acabou concordando que os pais são chamados pelas escolas para solucionar situações problemáticas criadas pelos alunos que demandam atitudes que são da alçada dos professores. Ela observou nos contatos que teve com os pais que é de uma riqueza incrível e, vou aproveitar uma das frases que ela diz ouvir das mães quando se referem aos filhos: 'não, meu filho não mente. Nós temos uma relação muito sincera e aberta', a professora arremata, irônica: "eu sei".
  Realmente, esta professora sabe que essa tal relação aberta entre pais e filhos é uma ficção. Os filhos não conseguem dizer toda a verdade aos pais, contar tudo, mostrar-se como são longe das vistas deles, como se comportam diante dos amigos e das namoradas. Faz parte do processo de aquisição da sua independência o filho testar um ou outro jeito de ser quando não está com os pais. Por isso pequenas mentiras, omissões e dissimulações fazem parte do jogo. Normal. O duro é saber que a pais que acreditam piamente em tudo o que o filho diz. Mais: que , se o filho não se abre em relação a determinado assunto, é porque não existe nada a ser dito, porque não acontece nada.
  Senhores pais, é bom aceitar o fato de que o filho jamais será um livro aberto para vocês, por mais que vocês queiram. Afinal, a criança e o adolescente tem o direito de fazer as coisas do próprio jeito, de experimentar viver por conta própria com seus acertos e erros.
  Mas será que ter essa crença muda algo no comportamento dos pais na educação que praticam com seus filhos? Pode parecer que não, mas muda muita coisa.
  Em primeiro lugar, os pais que acham que podem confiar em tudo que o filho diz ou deixa de dizer, se acomoda com o que sabem e com o que não sabem - e deixam de praticar a tutela necessária até que o filho atinja a maturidade e a autonomia para se proteger de si mesmo, do grupo e doo ambiente , ter uma vida equilibrada e feliz.

  Um exemplo? Os pais de um garoto de quinze anos levaram o maior susto, quando foram surpreendidos por um telefonema da mãe de um amigo pedindo que fossem buscar o filho por que ele estava totalmente embriagado, alcoolizado. A surpresa dos pais veio do fato do menino estar acostumado a festas na casa de muitos amigos e colegas de escola. Na primeira vez, os pais perguntaram se iria haver bebida alcoólica: o menino respondeu - é claro, lógico que não. Os pais se aquetaram, acreditaram, mas se esqueceram de avisar ao filho de que ele não tinha idade para frequentar festas badaladas, regadas a álcool. Que pais, muito ingênuos acharam que podiam aceitar como fato verdadeiro a informação de que o filho tinha dado. E deu no que deu.
  Claro que os filhos, a partir dos sete anos, principalmente, inventam mentiras com o objetivo simples de garantir  que querem. Em geral, essas mentiras não prejudicam ninguém a não ser a eles mesmos, que ainda não sabem avaliar o tamanho do risco, que muitas vezes correm. Cabe aos pais checar determinadas situações para evitar surpresas desagradáveis e assumir o que os filhos ainda não tem condições de assumir.
  Antes os pais devem acompanhar os filhos até o local que haverá tais festas, comemorações, se  certificando do ambiente, se á responsáveis no local. 
  Em segundo lugar, os pais que se relacionam com os filhos com base nessa tal relação aberta e sem segredos submetem os jovens a conversas constrangedoras e invasivas. Como os pais que preocupados com a segurança e com saúde do filho perguntam se ele pratica o sexo e se usa preservativo. Os filhos precisam aprender o limite da intimidade. Só assim saberão proteger-se do olhar sempre atento dos outros e se preservar quando necessário.
  Não da para educar os filhos sem considerar que, a qualquer momento e de acordo com os interesses do momento, eles podem mentir, inventar, omitir e ter segredos. Mas é bom não exagerar na vigilância: Eles só alcançam a almejada maturidade arcando com o que fazem e dizem.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013



Alcoolismo e suas consequências


  Uma das características marcantes do álcool é ser muito rapidamente absorvido pela corrente sanguínea. Ao contrário da maioria dos alimentos, ele não precisa sofrer o processo da digestão, antes de chegar às paredes do estômago e ser distribuído pelo corpo. Em menos de cinco minutos o álcool é levado ao cérebro pela corrente sanguínea, razão pela qual age tão depressa sobre o estado psíquico de quem o ingere. É por isso também que se fazem sentir de imediato os efeitos de uma bebida ingerida de estômago vazio. Se for tomada após uma refeição tem de ultrapassar uma " barreira" de alimentos antes de entrar na circulação.
  Cerveja, vinho, caipirinha, chopp: elementos da vida cotidiana de muita gente. Essas bebidas ajudam a celebrar datas festivas, a selar compromissos, a completar refeições nos finais de semana, alegrar festas, "criar um clima". São as desculpas para encontrar amigos em um barzinho, depois do cinema, ou mesmo só para conversar.
  Mas, se bebida traz momentos bons e alegrias, não é novidade para ninguém que pode trazer muito sofrimento também. Acidentes de automóveis, atropelamentos, quedas, violência familiar e nas ruas, além de uma série de problemas de saúde, são resultados do consumo abusivo de bebidas alcoólicas.
  Bebe-se demais, no lugar errado, na hora errada, com companhias erradas. E não estamos falando aqui de alcoolismo! Estamos falando de qualquer pessoa que ingere, com qualquer idade, que pode acabar se dando mal, simplesmente por ter bebido em uma situação indevida.
  Ao contrário do que se costuma pensar, o álcool é mais depressivo do que estimulante, e pertence, na verdade à categoria dos barbitúricos, tranquilizantes, etc. Para se compreender de que modo um depressivo pode agir no sentido de provocar um sentimento de "elevação" ou se excitação, basta lembrar quais as partes do cérebro que sofre da pressão em depressão em primeiro lugar. Embora a ação exata do álcool ainda seja misteriosa, parece que os primeiros centros afetados ( e os únicos envolvidos quando se trata de doses pequenas) são os lobos frontais. Estas várias áreas do córtex cerebral, situados atrais da fronte e acima dos olhos desempenham um papel primordial no raciocínio e outras funções analíticas. Em palavras mais simples elas agem como partes " criticas" ou "julgadoras " do cérebro. O principal efeito depressivo do álcool incide exatamente sobre esses centro e, em consequência as faculdades criticas do individuo ficam parcialmente suspensas. O efeito total é uma perda de ansiedade: adota-se  uma visão menos "séria" da vida, e as inibições menores são removidas. Quando tomado em pequenas doses, o álcool produz efeitos benéficos, abrandando o lado critico fortemente acentuado da personalidade. Todavia em doses maiores o quadro muda dramaticamente para pior. 

    Quando se consome bebidas alcoólicas em excesso, principalmente com o estômago vazio, causam uma inflamação constante das paredes dessa víscera. Com o tempo as paredes se convertem em uma espécie de tecido de cicatriz superficial, causando uma pertubação digestiva. Com o figado acontece quase a mesma coisa, pois esse órgão tem que suportar o ataque de todo o álcool absorvido pelo estômago. Depois de algum tempo, o figado se torna escoriado e ineficiente, condição essa conhecida como cirrose. Para que tais mudanças patológicas ocorram, deve haver uma ingestão elevada e constante de álcool durante muitos anos, sem que o indivíduo dê a devida atenção nos persistentes sinais de advertência de seu estômago, como  indigestão e vômitos frequentes.
  Mesmo em doses pequenas, o álcool delata os vasos sanguíneos da pele. Estes após a ingestão constante e maciça de bebidas alcoólicas, estão sujeitos a pequenas rupturas, produzindo uma ruborização da superfície da pele.
  O principal dano físico causado pelo álcool é, por estranho que pareça, de caráter nutricional. Isso decorre das propriedades especiais da bebida, fonte instantânea de energia - como certas gorduras e carboidratos. Com efeito, em termos de mecanismo de "rápida liberação", destinados a prover o corpo de energia, existem poucas substâncias que agem com tal velocidade e eficiência. Assim, as pessoas que bebem regularmente retiram do álcool grande parte de sua provisão básica de energia, enquanto os combustíveis "normais" - gorduras e carboidratos, etc -, deixando de ser utilizados, ficam armazenados no organismo, contribuindo para o aumento de peso.
  Com excesso de bebida provoca outro prejuízo ainda mais sério, que é a notável deficiência de vitaminas especialmente a B. Isso ocorre porque o álcool não possui qualquer valor nutritivo, apesar de dar a pessoa que o ingere em quantidades elevadas, uma sensação de satisfação. A perda do apetite normal que segue a ingestão de doses elevadas resulta numa carência das principais vitaminas. As deficiências dessas vitaminas e de outros elementos nutritivos dão origem a uma pronta degenerescência do sistema nervoso, ou uma tendência crescente a moléstias do coração e a várias formas de anemia observadas caracteristicamente nos alcoólatras crônicos.  
  Prejuízos causados pela ação do álcool sobre os tecidos do corpo são menores mas, a longo prazo, poderá ocorrer uma deterioração fisiológica. Essa degenerescência física e mental nem sempre se torna manifesta. Os verdadeiros sinais da doença manifestam-se no modo como essas pessoas permitem que o álcool interfira em suas vidas, destruindo-a e prejudicando aqueles que vivem em estreito contato com elas
  O  uso prolongado do álcool vicia, ou seja, leva a uma dependência fisiológica e psicológica em relação a droga. A maioria dos psicólogos e especialistas classificam como alcoólatra uma pessoa que experimente crises repetidas de intoxicação ou intensa embriagues que prejudiquem a saúde ou que recorra habitualmente ao álcool para enfrentar os problemas do cotidiano, num grau que interfira seriamente com a vida profissional, doméstica ou social.
  Nos Estados Unidos, as estimativas chegam a um total de até 10% das forças produtivas do pais. Destes apenas 5 % ( 0,5 % da força de trabalho total) realmente terminam nos ambientes sórdidos em que se refugiam os alcoólatras. Entretanto, como observou um alcoólatra regenerado, "não importa se você está caído de bêbado numa sarjeta ou num tapete macio, o fato é que você é um alcoólatra".
  Como se pode dizer que uma pessoa é alcoólatra? 
  O limite entre um indivíduo que bebe frequentemente em sociedade e o alcoólatra é muito tênue e mal definido. Portanto deve-se atentar para alguns sinais de perigo, embora antes não indiquem necessariamente que uma pessoa seja alcoólatra. Por outro lado, a ausência desses sinais também não deve levar obrigatoriamente a conclusão que o indivíduo não é alcoólatra.
  Sinais, relacionados abaixo sobre a forma de perguntas reference a pessoas que ingerem álcool de maneira regular e excessiva e que têm motivos para suspeitar de alguma dependência em relação a bebida:
  1- Você tem bom apetite e faz suas refeições regularmente?
  2- Você sofre ou tem uma dependência á sofrer de indigestão ou gastrite?
  3- Em geral você dorme pouco e mal?
  4- Tem " ressacas" frequentes?
  5- Costuma descobrir ocasionalmente no corpo inchaços, queimaduras ou lesões para os quais não consegue encontrar explicação?
  6- Você sente necessidade de tomar um drinque de manhã para "acalmar os  nervos"?
  7- Alguém já sugeriu, de um modo ou de outro que você está bebendo demais?
  8- Sua situação econômica está sendo influenciada, de alguma forma, pela hábito de beber?
  9- Já sentiu alguma vez escurecimento da  vista como resultado da ingestão de álcool?
 10- Você já foi acusado de ter ofendido alguém quando estava embriagado?
 11-  Tem alguma tendência a "roubar drinques" quando ninguém está olhando?
 12-  Já fez esforços ( mal sucedido ) para controlar a bebida, como tentar não beber antes do meio dia, limitar-se a um único tipo de bebida, evitar drinques por períodos curtos de alguns dias ou semanas "para provar a si mesmo que pode controlar a bebida", e assim por diante?
13- Você sente uma necessidade frequente de beber, antes de enfrentar alguma situação difícil na vida?
  Os treze sinais não são de modo algum conclusivos, mas podem servir como valiosos "salva-vidas". Todo indivíduo que honestamente responda "sim" a qualquer das perguntas: 6,7,9,11 e 12 está muito provavelmente no caminho do alcoolismo. Se responderam afirmativamente duas ou três dessas perguntas talvez já seja um alcoólatra em alto grau. Respostas afirmativas a mais de uma das outras questões também indicam que existe algum perigo.
  O alcoolismo pode ser curado?
  -  Sim, desde que o indivíduo reestruture a sua vida completamente, depois de curado, para que o álcool não tenha nela qualquer participação. Embora existam algumas técnicas de auxilio à cura, o processo de reestruturação depende, em última instancia do próprio indivíduo. Não há remédios que curam miraculosamente o alcoolismo, nem formas de psicoterapia ou curas de repouso que possam alterar essa condição, a menos que o próprio indivíduo seja o primeiro a tomar a iniciativa.


Antes de mais nada a pessoa tem que aceitar a ideia de que é um alcoólatra. Infelizmente a maioria dos alcoólatras costuma negar a natureza e entestação de sua dependência em relação a bebida.
  O indivíduo deve compreender que o alcoolismo é uma doença e que ele está afetado por ela. Só assim poderá aceitar a ideia de procurar tratamento onde quer que ele exista. Mas o tratamento implicará no horror da abstinência e o alcoólatra muitas vezes não tem condições de se submeter voluntariamente a ele. 
  O terceiro passo envolve a aceitação pelo alcoólatra, de que sua vida está sendo substituída com uma rapidez crescente e que ele só poderá se salvar se excluir totalmente o álcool, não só naquele momento, mas para sempre. Ele precisa aceitar o fato de que o hábito de beber fugiu ao seu controle e que ele já não pode esperar controla-lo a não ser por meio da abstinência total. Ao alcançar o mais baixo nível psicológico e ao aceitar a realidade da situação, alcoólatra estará no caminho da recuperação.
  Todas as formas de tratamento do alcoolismo servem apenas de apoio ao esforço que o próprio indivíduo deve fazer para se libertar do vício. A três tipo básicos de tratamento: fisiológicos, psicológico e sociológico. A terapia a longo prazo, que em geral produz bons resultados, é uma combinação dessas três abordagens.
 1- O tratamento fisiológico consiste normalmente em ministrar ao viciado algum medicamento que torne a ingestão do álcool repulsiva. Para se obter esse resultado usa-se geralmente uma substância denominada Disulfiram também conhecido como Antabuso.
  O ponto fraco do tratamento consiste no fato de que os alcoólatras devem tomar sua pílula diária de Antabuso. Muitos deles, entretanto, resolvem o seu doloroso dilema simplesmente "esquecendo-se" da pílula toda vez que planejam um drinque.
  2- O método psicológico de tratamento visa a resolver o problema à maneira psicanalítica, tentando identificar as origens do hábito anormal do paciente. Essa técnica oferece apenas um exito limitado, principalmente porque o alcoolismo uma vez em processo opera importantes mudanças no organismo. Em seu nível primário o vicio é antes fisiológico do que psicológico.
  A psicoterapia pode ajudar ocasionalmente induzindo o indivíduo a compreender que perdeu todo o seu controle sobre a bebida.
  3- O tratamento sociológico é uma das melhores abordagens em relação ao alcoolismo, por que o indivíduo é assistido por outras pessoas durante a recuperação. Tal simpatia vinda nas maiores partes das vezes de uma classe especial de indivíduos ex- alcoólatras é vital para a recuperação do paciente, que necessita de compreensão.

PARA CONHECIMENTO

  TEOR ALCOÓLICO

  As bebidas variam quanto a quantidade álcool puro que contém. Veja abaixo o teor alcoólico aproximado de cada tipo de bebida.

CERVEJA E CHOPE - 4% A 6%
VINHO - 12%
LICORES - 15% A 30%
DESTILADOS ( PINGA, VODCA, CONHAQUE, UÍSQUE) - 45% A 50%

  Mas não se iluda, mesmo tendo menor teor alcoólico, se você beber muito, pode ficar embriagado.



TU  FAZES  TEU  CAMINHO

O caminho é longo,
é preciso chegar até o fim.
O caminho é pedregoso,
é preciso desviar das pedras, quebrar as rochas
e seguir adiante

O caminho é perigoso,
é preciso construí-lo todos os dias, arrancando espinhos,
derrubando barreiras, aterrando vales.

As vezes o caminho escurece,
é preciso estar prevenido, não deixando a lâmpada
sem azeite e estando pronto para tudo o que acontecer.

As vezes, chove, faz frio
e o vento sibila furiosamente, 
é preciso procurar um abrigo

As vezes, o caminho é solitário,
é preciso encontrar um amigo.

As vezes, o sol queima, a sede devora,
é preciso uma sombra, uma fonte
onde se possa revigorar

As vezes, toda a perspectiva do caminho desaparece,
é preciso uma esperança profunda, sem limites,
uma esperança que se transforme em certeza.

Certeza de que alguém falou
e a sua palavra nunca falha.

Certeza de que não se está só nesta jornada,
mas que se é um povo construindo a sua estrada,
rumo a um mesmo fim.


    
             

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Crianças e adolescentes em estado vulnerável

Abuso sexual


  No Brasil, estima-se que mais de 3 mil crianças e adolescentes são abusados sexualmente, o que seria mais de 10 casos por dia.
  Em tese, defini-se abuso sexual como qualquer conduta sexual com uma criança, levada a cabo por um adulto ou por outra criança de mais idade. Isto pode significar, além da penetração vaginal ou anal na criança, também tocar seus genitais ou fazer com que a criança toque os genitais do adulto ou outra criança mais velha, ou o contato oral-vaginal ou, ainda, rosar os genitais do adulto com a criança.
  André Salame Seabra, define abuso sexual como a exposição de uma criança a estímulos sexuais impróprios para sua idade, seu nível de desenvolvimento psico-social e seu papel na família. A vitima é forçada fisicamente ou coagida verbalmente a participar da relação sem ter, necessariamente, a capacidade emocional ou cognitiva para consentir ou julgar oque esta acontecendo.
  Ocorrem outros tipos de abuso sexual que chamam menor atenção, como por exemplo, mostrar os genitais de um adulto a uma criança, incitar a criança a ver revistas ou filmes pornográficos, ou utilizar a criança para elaborar material pornográfico ou obsceno.
  O abuso sexual à criança pode ocorrer na família através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido.


   Mais comumente, quem abusa sexualmente de uma criança, são pessoas que a criança conhece, e que ,de alguma forma, podem controla-la. De cada 10 casos registrados em oito o abusador e conhecido da vitima. Esta pessoa, em geral, é alguma figura de quem a criança gosta e em quem confia. Por isso, quase sempre acaba convencendo a criança a participar deste tipo de ato, por meio de persuasão, recompensas ou ameaças.
  Adultos conhecidos e familiares próximos como, por exemplo, o pai, o padastro ou o irmão mais velho, são os agressores sexuais mais frequentes e mais desafiadores. Embora a maioria dos abusadores sejam do sexo masculino, as mulheres também abusam sexualmente das crianças e adolescentes.
  Entre os comportamentos das crianças abusadas sexualmente, podemos incluir: 
  - Interesse excessivo ou evitação da natureza sexual;
  - Problema com o sono ou pesadelos;
  - Depressão ou isolamento de seus amigos e da família;
  - Achar que tem o corpo sujo ou contaminado;
  - Ter medo de que haja algo de mal com seus genitais;
  - Negar-se a ir a escola;
  - Rebeldia e delinquência;
  - Agressividade excessiva;
  - Terror e medo de algumas pessoas ou alguns locais;
  - Retirar-se ou não querer participar de esportes;
  - Respostas e lógicas ( para - respostas) quando perguntamos sobre alguma ferida em seus genitais;
  - Temor irracional diante do exame físico;
  - Mudanças súbita de conduta;
  Em algumas vezes, entretanto, crianças ou adolescentes portadores de transtorno de conduta severo, fantasiam e criam falsas informações em relação ao abuso sexual.
  Temos algumas dicas para orientar as crianças e adolescentes: 

  - Dizer às crianças ' se alguém tentar tocar- lhes o corpo, e fizer coisas que forçam sentir desconfortável, afaste-se da pessoa e conte em seguida oque aconteceu';
  - Ensinar as crianças que respeito aos maiores não que dizer que tem que obedecer cegamente aos adultos e as figuras de autoridade. Por exemplo, dizer que não tem que fazer tudo o que os professores, médicos ou outros cuidadores mandarem fazer, enfatizando a rejeição daquilo que não os façam sentir bem;
  - Ensinar a criança a não aceitar dinheiro ou favor de estranhos;
  - advertir as crianças para nunca aceitarem convites de quem não conhecem;
  - A tenta supervisão da criança é a melhor proteção contra o abuso sexual, pois muito possivelmente, ela não separa as situações de perigo à sua segurança sexual;
  - Na grande maioria dos casos, os agressores são pessoas que conhecem bem a criança e a família, podem ser pessoas as quais as crianças foram confiadas;
  - Embora seja difícil proteger as crianças do abuso sexual de membros da família ou amigos íntimos, a vigilância, das muitas situações potencialmente perigosas é uma atitude fundamental;
  - Estar sempre ciente de onde esta a criança e oque esta  fazendo;
  - Pedir a outros adultos responsáveis que ajudem a vigiar as crianças quando os pais não puderem cuidar disso pessoalmente;
  - Que as crianças fiquem o maior tempo possível junto de outras crianças, explicando as vantagens do companheirismo; 
  - Conhecer os amigos das crianças, especialmente aqueles mais velhos;
  - Ensinar as crianças a zelar de sua própria segurança;
  - Orientar sempre as crianças para buscarem ajuda com outro adulto quando se sentirem incomodadas;
  - Explicar as opções de chamar a atenção sem se envergonharem , gritar e correr em situações de perigo;
  - Orientar as crianças que elas não devem estar sempre de acordo com iniciativas para manter contato físico estreito e desconfortável, mesmo que sejam por parte de parentes próximos e amigos;
  - Valorizar positivamente as partes íntimas do corpo da criança, de forma que o contato nessas partes chame a sua atenção para o fato de algo incomum e estranho estar acontecendo;
  O que fazer:
  - Incentivar a criança a falar livremente o que se passa,  sem externar comentários de juízo;
  - Demonstrar que estamos compreendendo a angústia da criança e levando muito a sério oque está dizendo. As crianças e adolescentes  que encontram quem os escuta com atenção e compreensão reagem melhor do que aquelas que não encontram este tipo de apoio;
  - Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido pois, se ela tiver uma relação mais próxima com quem à abusa, normalmente se sentira culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato;
  - Dizer enfaticamente a criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual. A maioria das crianças vitima de abuso pensam que elas foram a causa do ocorrido, e podem imaginar que isso é um castigo, por alguma coisa má que tenham feito;
  Essas são algumas ações que podem auxiliar nesse processo de acolhimento da denuncia. 
  As medidas a serem adotadas são: Informas as autoridades qualquer suspeita séria de abuso sexual.
  1- Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família, para atestar a veracidade da agressão ( quando houver sido concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas emocionais da crianças e indicar um tratamento adequado.
  2- A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma avaliação psiquiátrica ou por outro profissional da saúde mental qualificado, para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma do abuso.
  3- Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam verdadeiras, podem haver falsas acusações em casos de disputas sobre a guarda ( custódia) infantil ou em outras situações familiares complicadas.
  4- Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de seu agressor, devem-se preferir métodos indiretos e especiais sempre que possível, tais como uso de vídeo, afastamento de espectadores, dispensar ou qualquer outra opção de não ter que encarar o acusado.
  5- Quando uma criança faz uma confidencia a alguém sobre abuso sexual é importante da-lhe apoio e carinho, isto é o primeiro passo para ajudar no restabelecimento de sua alto confiança nos outros adultos e na melhoria de sua alto estima.
  6- Normalmente, devido ao grande incomodo emocional que os pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em seus filhos, estes podem pensar que a raiva é contra eles. Por isso, devem ficar muito claro que a raiva manifestada, não é contra a criança abusada. 

  A Américan Humane Assosciation, em seus mais recentes estudos, estima o abuso sexual em 450 mil casos por ano. Apesar desses números serem altos , é consenso que o número de casos não relatados seja maior do que o número de casos notificados, devido ao segredo e vergonha que são inerentes ao abuso sexual infantil. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada seis homens passem por um episódio de abuso sexual.
  Estudos tem revelado que os homens se abstêm de notificar o abuso sexual, devido ao medo e a vergonha de serem rotulados como homossexuais. Sabe-se também, que 80% das vítimas de ASI conhecem seus abusadores. Desse grupo, aproximadamente 68% é membro da própria família. Oitenta por cento dos abusadores são homens e vinte por cento mulheres. A media de idade do início do ASI é 9,2 anos para as mulheres, e 7,8 a 9,7 para os homens.
  Dos casos de ASI intra-familiar , 75% é pai-filha ( incluindo padrastos, namorados da genitora morando na mesma casa, ou outros que tenham papel paternal), enquanto 25% dos casos, são de mulheres-crianças, ou irmã-irmã.
  No Brasil o serviço de advocacia - SAC , entidade ligada a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fez uma pesquisa a partir de processos registrados em 1988, 1991, 1992 para chegar a seguinte cifra: das 20.400 denúncias de maus-tratos à criança que chegam anualmente ao conhecimento da justiça, 13% reference a situação de abuso sexual, oque resulta em 2.800 novos casos a cada doze meses.
  O ASI intra-familiar é definido como qualquer forma de atividade sexual entre uma criança e um membro imediato da família ( pai, padastro, irmão) ou parentes substitutos ( um adulto o qual a criança considera um membro da família).
  O ASI intra-familiar, também é conhecido como incesto. Existem 5 tipos de relações incestuosas: pai-filha, irmão-irmã, mãe-filha, pai-filho, mãe-filho. Destes é possível que irmão-irmã seja o tipo mais comum. Entretanto o mais relatado é entre pai e filha ( 75% dos  casos). Mãe-filho é considerado o tipo mais patológico, sendo frequente sua associação com psicose. Por outro lado, o do tipo irmã-irmã, provavelmente acarrete menores sequelas. 
  Em seu livro Serial Killer : Louco ou cruel, Llana Casoi, relata que tradicionalmente o comportamento do adulto psicopata pode ser consequência de abusos sofridos na infância, abusos sexuais, físicos ou emocionais ou, ainda, consequência de traumas relacionados ao abandono infantil.
  Estudando matadores seriais, Llana reconhecem serem raros os casos que não tenham uma história de abuso ou negligência dos pais, porem ressalta que isso não significa que toda criança com história de algum tipo de abuso, seja um matador em potencial.

    

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Nossos anjinhos: O amor entre nossos filhos especiais

  Uma das maiores dificuldades das famílias, e educadores é lidar com a sexualidade de portadores de  deficiência mental ou necessidade especial, é um grande desafio. 



  Desde o início do século passado, ao nascer uma criança com deficiência mental, ou necessidade especiais, os pais a escondiam, somente as pessoas mais próximas da família sabiam.
  Com o passar dos tempos, com novos estudos, teorias e práticas, os pais foram trabalhando este lado, e, chegaram a conclusão ao ver que as crianças eram iguais a todos os filhos, deveriam leva-los para a estimulação precoce, procurar ajuda, leva-los para as ruas para conviver com todas as crianças, para terem uma vida cada vez mais normal.
  Tenho uma filha, Priscila, com síndrome de Down, na época de seu nascimento, trabalhava com estimulação precoce no Centro de Ensino Especial II de Brasília, e desde pequena foi muito estimulada. Colocamos Priscila em uma fonoaudióloga sensacional, Dra Lídia Matos. Priscila hoje fala corretamente e até demais, está com 23 anos e estuda no Kumon, fez até a quinta série, na rede pública de ensino. Priscila teve sua primeira menstruação com 10 anos, antes fizemos uma preparação especial onde explicamos que seria o dia na qual se tornaria uma mocinha e festejamos com um bolo. Para ela, foi tudo normal, sem traumas.
  O relacionamento com o sexo oposto pode ser considerado normal, para com sua idade e é bem integrada com os colegas. Em particular , ela se envolve com colegas que tem problemas emocionais, além de ajuda-los sente recompensada pelas suas atitudes. 
Priscila  em  família
  Para maior facilidade, usarei nomes fictícios, para falar de adolescentes e crianças com necessidades especiais.
  Maria, José, joão e Ana não são anjos, mas bem que poderiam ser, apesar do jeito infantil, também não são crianças, apesar de sorrirem acanhados e baixarem o olhos quando falam de namoro, beijos , abraços e paixão. Para muitos são anjos inocentes ou eternas crianças. Na realidade Maria tem 28 anos, José 25, João 30 e Ana 45, são adultos portadores de deficiência mental em grau moderado. Eles tem uma idade cronológica, mas a mentalidade infantil, ou como pré-adolescentes, não  eliminando suas fantasias, desejos e instintos de seus corpos, nem as necessidades de amarem e serem amados.
  Lidar com a sexualidade de uma criança especial, é um grande desafio para crianças e educadores. O corpo deles se desenvolve naturalmente, mas sua mente não acompanha o processo e interpretação do mundo que continua seguindo a lógica de uma criança ou adolescente.  
  "Por acharem que seus filhos serão sempre crianças, muitos pais acreditam que eles nunca desenvolverão a sexualidade", explica a orientadora sexual Helena Gherpale, em seu livro - Diferente, mas não desiguais- a sexualidade do portador de deficiência mental- , mas isso não acontece, chegando a adolescência surge o interesse pelo sexo oposto, masturbação e a curiosidade. Muitos pais pouco informados, tentam impedir estas manifestações.
  Maria diz que que não entendi porque não poderia se casar, sua mãe dizia que se tivesse um filho, ele nasceria doente. Isto lhe deixou triste, mas ficou sabendo que se tomasse remédio anti-concepcional, poderia com mais de 40 anos, quem sabe adotar um bebe. O namorado João trabalha como servente. O casal é um exemplo de uma orientação sexual bem sucedida.
  Existe o mito de que a sexualidade dos especiais seja exacerbada, devido relato de masturbação em público, exposição das partes intimas, e atitudes que costumam chocar as pessoas. Não é exacerbada, é apenas mal orientada. O fato de alguns especiais se masturbarem em público ou exporem seus órgãos sexuais é apenas falta de uma educação que deixe claro que aquilo se faz quando a pessoa esta sozinha em seu quarto, banheiro, caso contrário o mesmo se guiará pelo instinto, em busca de prazer. A linguagem com a qual se toca no assunto deverá ser clara e objetiva.
  O professor de natação, para crianças do GDF ( Governo do Distrito Federal) Garcia Moreno, tem um irmão com síndrome de down e escreveu o livro: "Síndrome de Down, um problema maravilhoso", no qual explica como é viver com uma criança especial.
  No livro ele conta que a educação sexual de um adolescente portador de síndrome de down deve ser dada como para um adolescente dito normal, é claro respeitando o nível de compreensão deles.
  Os portadores são capazes de entender perfeitamente as diferenças dos órgãos sexuais, sobre a menstruação, maternidade e a masturbação. Claro que você não vai dar uma educação sexual para uma pessoa especial da noite para o dia , leva-se tempo, no dia-a-dia ela  vai revelando suas curiosidades e você deve responde-las explicando-a de maneira mais natural possível.
  O jovem com síndrome de down tem uma deficiência em sua a´rea intelectual, mas não tem na área sexual, apresenta o amadurecimento sexual completo: tem ereção e ejaculação e obviamente sente prazer. A fertilidade é reduzida, em pesquisas cientificas observa-se uma pequena quantidade ou ausência de espermatozoides.
  As mulheres com síndrome de down, podem ter relações sexuais normais, de 50% a 70% ovulam e são férteis, durante seus anos reprodutivos, podendo engravidar, e isto, acontecendo, a probabilidade de nascer um bebe com a síndrome é de 50%, embora os cientistas ressaltem que cada caso deve ser estudado em particular. A idade para o início da menopausa é variada.
  Outro livro muito bom, que tem explicações para explicar pais e leigos que estão dispostos a dar sua contribuição para nossas crianças especiais é: " Muito prazer, eu existo" de Claudia Werneck.
  A síndrome de down é uma alteração genética caracterizada por uma diferença no número de cromossomos na célula que,  ao invés de 46 passa a ter 47, sendo o excedente o cromossomo de número 21, o que caracteriza  seu outro nome, trissomia 21.
  " Em 95% dos casos essas alterações ocorrem ao acaso, o que iguala as chances de qualquer pessoa ter um filho com a síndrome", possua ela ou não um caso anterior na família. 
  Todas as crianças com deficiência mental ou necessidades especiais podem levar uma vida normal, até trabalharem, estudar, lembrando que síndrome de down não  é uma doença.

Rita e Ariel, atores e  casados
  Como exemplo temos a menina Joana, que vencendo o preconceito, atuou como a personagem clara, na novela paginas da vida, na rede Globo.
  Temos também o casal de atores com síndrome de down que sonham com o Óscar e protagonizaram o filme "Colegas", Ariel Golbenberg e Rita Pokk, que são apaixonados pela profissão e sonham ser diretores, foram vencedores do premio Kikito, no último festival de gramado. A vitória na Serra gaucha, divulgada pela equipe como se fosse o  "Óscar brasileiro"; provocou burburinho na internet. Não só pela qualidade do longa, mas pelo fato de ser estrelado por atores com síndrome de down. Outro adolescente também ator, e lutador de judo, é Breno Viola, com 34 anos também atuou no filme"Colegas".
  Ariel e Rita atuaram pela primeira vez juntos em uma versão teatral de: " Romeu e Julieta".
  Para a pré estreia do filme "Colegas", Ariel sonhava ter ao seu lado o ator norte - americano Sean Penn, fazendo até uma curiosa campanha na internet, juntando vários famosos pela causa. Por outro lado Breno Viola, quando questionado pela apresentadora Marilia Gabriela, sobre quem gostaria de ter ao seu lado, não titubeou, respndendo firme:" Eu quero a Juliana Paes", demonstrando que assim como uma pessoa sem a síndrome tem seus desejos e admirações sexuais.
  Como percebemos, nossas crianças especiais precisam apenas de um empurrãozinho com carinho, amor , atenção e uma dose de ajuda para que possam ter uma vida feliz e realizada, inclusive na área afetiva, deixemos o preconceito e façamos uma comunidade de anjos mais felizes, e deixemos que eles nos iluminem.

Joana com Regina Duarte e Breno Viola