sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Nossos anjinhos: O amor entre nossos filhos especiais

  Uma das maiores dificuldades das famílias, e educadores é lidar com a sexualidade de portadores de  deficiência mental ou necessidade especial, é um grande desafio. 



  Desde o início do século passado, ao nascer uma criança com deficiência mental, ou necessidade especiais, os pais a escondiam, somente as pessoas mais próximas da família sabiam.
  Com o passar dos tempos, com novos estudos, teorias e práticas, os pais foram trabalhando este lado, e, chegaram a conclusão ao ver que as crianças eram iguais a todos os filhos, deveriam leva-los para a estimulação precoce, procurar ajuda, leva-los para as ruas para conviver com todas as crianças, para terem uma vida cada vez mais normal.
  Tenho uma filha, Priscila, com síndrome de Down, na época de seu nascimento, trabalhava com estimulação precoce no Centro de Ensino Especial II de Brasília, e desde pequena foi muito estimulada. Colocamos Priscila em uma fonoaudióloga sensacional, Dra Lídia Matos. Priscila hoje fala corretamente e até demais, está com 23 anos e estuda no Kumon, fez até a quinta série, na rede pública de ensino. Priscila teve sua primeira menstruação com 10 anos, antes fizemos uma preparação especial onde explicamos que seria o dia na qual se tornaria uma mocinha e festejamos com um bolo. Para ela, foi tudo normal, sem traumas.
  O relacionamento com o sexo oposto pode ser considerado normal, para com sua idade e é bem integrada com os colegas. Em particular , ela se envolve com colegas que tem problemas emocionais, além de ajuda-los sente recompensada pelas suas atitudes. 
Priscila  em  família
  Para maior facilidade, usarei nomes fictícios, para falar de adolescentes e crianças com necessidades especiais.
  Maria, José, joão e Ana não são anjos, mas bem que poderiam ser, apesar do jeito infantil, também não são crianças, apesar de sorrirem acanhados e baixarem o olhos quando falam de namoro, beijos , abraços e paixão. Para muitos são anjos inocentes ou eternas crianças. Na realidade Maria tem 28 anos, José 25, João 30 e Ana 45, são adultos portadores de deficiência mental em grau moderado. Eles tem uma idade cronológica, mas a mentalidade infantil, ou como pré-adolescentes, não  eliminando suas fantasias, desejos e instintos de seus corpos, nem as necessidades de amarem e serem amados.
  Lidar com a sexualidade de uma criança especial, é um grande desafio para crianças e educadores. O corpo deles se desenvolve naturalmente, mas sua mente não acompanha o processo e interpretação do mundo que continua seguindo a lógica de uma criança ou adolescente.  
  "Por acharem que seus filhos serão sempre crianças, muitos pais acreditam que eles nunca desenvolverão a sexualidade", explica a orientadora sexual Helena Gherpale, em seu livro - Diferente, mas não desiguais- a sexualidade do portador de deficiência mental- , mas isso não acontece, chegando a adolescência surge o interesse pelo sexo oposto, masturbação e a curiosidade. Muitos pais pouco informados, tentam impedir estas manifestações.
  Maria diz que que não entendi porque não poderia se casar, sua mãe dizia que se tivesse um filho, ele nasceria doente. Isto lhe deixou triste, mas ficou sabendo que se tomasse remédio anti-concepcional, poderia com mais de 40 anos, quem sabe adotar um bebe. O namorado João trabalha como servente. O casal é um exemplo de uma orientação sexual bem sucedida.
  Existe o mito de que a sexualidade dos especiais seja exacerbada, devido relato de masturbação em público, exposição das partes intimas, e atitudes que costumam chocar as pessoas. Não é exacerbada, é apenas mal orientada. O fato de alguns especiais se masturbarem em público ou exporem seus órgãos sexuais é apenas falta de uma educação que deixe claro que aquilo se faz quando a pessoa esta sozinha em seu quarto, banheiro, caso contrário o mesmo se guiará pelo instinto, em busca de prazer. A linguagem com a qual se toca no assunto deverá ser clara e objetiva.
  O professor de natação, para crianças do GDF ( Governo do Distrito Federal) Garcia Moreno, tem um irmão com síndrome de down e escreveu o livro: "Síndrome de Down, um problema maravilhoso", no qual explica como é viver com uma criança especial.
  No livro ele conta que a educação sexual de um adolescente portador de síndrome de down deve ser dada como para um adolescente dito normal, é claro respeitando o nível de compreensão deles.
  Os portadores são capazes de entender perfeitamente as diferenças dos órgãos sexuais, sobre a menstruação, maternidade e a masturbação. Claro que você não vai dar uma educação sexual para uma pessoa especial da noite para o dia , leva-se tempo, no dia-a-dia ela  vai revelando suas curiosidades e você deve responde-las explicando-a de maneira mais natural possível.
  O jovem com síndrome de down tem uma deficiência em sua a´rea intelectual, mas não tem na área sexual, apresenta o amadurecimento sexual completo: tem ereção e ejaculação e obviamente sente prazer. A fertilidade é reduzida, em pesquisas cientificas observa-se uma pequena quantidade ou ausência de espermatozoides.
  As mulheres com síndrome de down, podem ter relações sexuais normais, de 50% a 70% ovulam e são férteis, durante seus anos reprodutivos, podendo engravidar, e isto, acontecendo, a probabilidade de nascer um bebe com a síndrome é de 50%, embora os cientistas ressaltem que cada caso deve ser estudado em particular. A idade para o início da menopausa é variada.
  Outro livro muito bom, que tem explicações para explicar pais e leigos que estão dispostos a dar sua contribuição para nossas crianças especiais é: " Muito prazer, eu existo" de Claudia Werneck.
  A síndrome de down é uma alteração genética caracterizada por uma diferença no número de cromossomos na célula que,  ao invés de 46 passa a ter 47, sendo o excedente o cromossomo de número 21, o que caracteriza  seu outro nome, trissomia 21.
  " Em 95% dos casos essas alterações ocorrem ao acaso, o que iguala as chances de qualquer pessoa ter um filho com a síndrome", possua ela ou não um caso anterior na família. 
  Todas as crianças com deficiência mental ou necessidades especiais podem levar uma vida normal, até trabalharem, estudar, lembrando que síndrome de down não  é uma doença.

Rita e Ariel, atores e  casados
  Como exemplo temos a menina Joana, que vencendo o preconceito, atuou como a personagem clara, na novela paginas da vida, na rede Globo.
  Temos também o casal de atores com síndrome de down que sonham com o Óscar e protagonizaram o filme "Colegas", Ariel Golbenberg e Rita Pokk, que são apaixonados pela profissão e sonham ser diretores, foram vencedores do premio Kikito, no último festival de gramado. A vitória na Serra gaucha, divulgada pela equipe como se fosse o  "Óscar brasileiro"; provocou burburinho na internet. Não só pela qualidade do longa, mas pelo fato de ser estrelado por atores com síndrome de down. Outro adolescente também ator, e lutador de judo, é Breno Viola, com 34 anos também atuou no filme"Colegas".
  Ariel e Rita atuaram pela primeira vez juntos em uma versão teatral de: " Romeu e Julieta".
  Para a pré estreia do filme "Colegas", Ariel sonhava ter ao seu lado o ator norte - americano Sean Penn, fazendo até uma curiosa campanha na internet, juntando vários famosos pela causa. Por outro lado Breno Viola, quando questionado pela apresentadora Marilia Gabriela, sobre quem gostaria de ter ao seu lado, não titubeou, respndendo firme:" Eu quero a Juliana Paes", demonstrando que assim como uma pessoa sem a síndrome tem seus desejos e admirações sexuais.
  Como percebemos, nossas crianças especiais precisam apenas de um empurrãozinho com carinho, amor , atenção e uma dose de ajuda para que possam ter uma vida feliz e realizada, inclusive na área afetiva, deixemos o preconceito e façamos uma comunidade de anjos mais felizes, e deixemos que eles nos iluminem.

Joana com Regina Duarte e Breno Viola

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

 Narcisismo - Da antiga Grécia a nossa atualidade


  O primeiro estudioso a reconhecer e analisar detidamente o comportamento narcisista, foi Signud Freud. Foi ele também que cunhou o termo " narcisismo", tirando-o da mitologia Grega.
  Nos mitos antigos, Narciso é um jovem que perambula melancolia e desespero à de sua irmã gêmea ja morta. Um dia, sentado à beira de um lago, olha distraidamente para a aguá e vê sua imagem refletida. Sem perceber que se trata dele mesmo, apaixona-se pela própria imagem e sente-se reconfortado e feliz. A partir dai, volta sempre ao lago para adorar sua própria imagem, afastando-se de tudo o mais, inclusive da donzela Eco, que o ama apaixonadamente.
  Certo dia, ao declinar-se demais sobre as águas, Narciso cai e desaparece para sempre.


  Ao descrever uma criatura que passa a amar a si mesmo, a antiga lenda Grega - exprime simbolicamente uma das mais profundas realidades psicológicas, e que se encontra em todos nós de um modo ou de outro. Freud diz que todas as pessoas passam necessariamente por um período de amor voltado para si mesmo. Um bebezinho recém nascido, o mundo gira em torno dele próprio e suas necessidades físicas imediatas, mesmo quando, aos poucos vai tomando consciência dos  demais - primeiro da mãe, depois do resto da família - o faz apenas em termos dos serviços que as pessoas possam prestar a ele, a criança não concebe as pessoas como seres independentes, com suas próprias necessidades.
  Nessa fase, ela é totalmente egocêntrica, vendo o mundo como um conjunto de coisas que giram em torno dela própria.
  No curso da evolução normal, do  indivíduo, o egocentrismo inicial deve ser superado, mas as vezes isso não acontece. Freud aborda a questão de acordo com sua perspectiva sobre o desenvolvimento da personalidade. Para ele, uma faceta da personalidade do indivíduo pode estagnar numa certa época do desenvolvimento, se essa etapa não for vivida satisfatoriamente em todos seus múltiplos aspectos.
  Se um menino da fase Edipiana, por exemplo sofrer alguma pertubação emocional mais profunda, poderá ficar fixado para sempre na mãe, terá grandes dificuldades, para ligar-se a qualquer outra mulher, ficando afetado pelo que Freud denomina o Complexo de Édipo.
  Da mesma forma, narcisista, é aquele que permanece na fase do egocentrismo dos primeiros anos de vida. Prováveis causas para isso podem ser uma família infeliz ou instável, ou a falta do amor materno. Frequentemente, as conotações de dor e sofrimento originam-se simplesmente das dificuldades do próprio ato de crescer.
  Segundo as concepções freudianas o próprio fato de nascer, de sair da perfeição do ventre materno para a hostilidade do mundo exterior pode ser causa de fixação de um comportamento narcisista. 

    A criança, que não consegue chegar a ajustar-se a realidade, retira-se para o mundo de fantasia. Um menino solitário e introvertido pode inventar um amigo imaginário, alto e forte, que nunca ficou de castigo, tira as maiores notas da escola e é exímio jogador de futebol. Isso é relativamente comum e nada tem de anormal, em pouco tempo, o amigo imaginário é deixado de lado e substituído por outro de carne e osso. Em alguns casos, porém, isso não ocorre, e o narcisista incipiente não se contenta em inventar amigos extraordinários. Aos poucos, ele conclui que seria maravilhoso despertar a admiração de seu amigo imaginário e acaba adotando para si mesmo essa personalidade falsa.
  O narcisista tem, sobretudo, necessidade de amor e admiração; procura assegurar-se de que todos se ocupem dele, mas sendo muito inseguro, nunca está satisfeito. No intimo tem certeza de que jamais será amado e admirado como deseja, por isso volta toda sua capacidade de amar para si mesmo. No entanto, a alto estima não é uma solução totalmente eficaz. Em consequência o narcisista é sempre um imaturo, sem personalidade completa, uma criatura em constante sofrimento, como se fosse um ser dividido ao meio.
  Egocêntrico, o narcisista precisa focalizar todas as suas energias em si mesmo, precisa ser amado e reconfortado. Ele não pode sofrer danos emocionais, arriscando-se a amar alguém e expondo-se a ser rejeitado.
  Não tem disponibilidade das pessoas maduras, que dirigem suas energias para fora de si, para o amor heterossexual e para a criatividade.
  Narcisista tem como consequência uma série de problemas sexuais. O egocêntrico pode preferir o auto- erotismo, mas também pode voltar-se para a pessoa, muitas vezes do mesmo sexo, como forma de identificar-se com sigo mesmo. Isso não que dizer com tudo, que os narcisistas sejam sempre homossexuais. Pelo contrário, a maioria dos narcisistas, mantem exclusivamente relações heterossexuais, muito embora não se deixem envolver emocionalmente. O que mais os exita não é o parceiro, mas sua própria capacidade de praticar o ato sexual.
  Para casar-se, o narcisista exige uma mulher de sonho e facilmente se desencanta com a realidade de vela pela manhã, sem maquiagem, embora seja uma situação normal ao acordar.

  Em geral, as mulheres são mais propensas ao narcisismo do que os homens. Isso decorre do fator de nossa sociedade, em grande parte valorizar como feminina as manifestações exteriores do narcisismo. Um homem de maneiras afetadas e extremamente preocupado com sua aparência é reprovado, mas a mulher que se veste e se comporta rebuscadamente passa por ultra feminina.
  A mulher é constantemente encorajada a mimar-se, passar horas e horas em banhos perfumados, untar-se com os mais sofisticados produtos de beleza.
  Existem muitos tipos  de narcisistas, desde o hipocondríaco, tão preocupado com sigo mesmo, que a todo momento inventa doenças, para ser objeto de preocupação pelos outros, até o fanfarrão, que está constantemente chamando a atenção sobre si, com brincadeiras nem sempre oportunas.
  Desde a época da Grécia, até os dias atuais, homens e mulheres se preocupam muito com suas aparências, desde o fisiculturismo de seus corpos bem modelados, vestimentas, cremes, moda atual, calças apertadas, pantalonas, maquiagens e outros tipos de beleza.
  Quando o culto se torna doentio, como o caso de modelos com peso muito baixo, anoréxicas, que chegam a mortes súbitas ou sujeitas a tratamentos tanto de saúde, como de debilidade emocionais, problemas psicológicos, deixam a família desesperada.
  Tudo em seu devido lugar, dentro da normalidade, levam o indivíduo a desenvolver um comportamento e uma personalidade dentro dos padrões considerados corretos e normais, para que possamos ser seres felizes conosco mesmo.  




     

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Édipo, o  herói infeliz

Complexo de édipo



  A lenda de Édipo começa quando seu pai, Rei de Tebas, consulta o oráculo no Templo de Apolo, em Delfos. Ali fica sabendo que sua mulher, Jocasta, dará a luz um menino que matará o próprio pai. Voltando ao lar, Laio revela a esposa a trágica profecia.
  No dia do parto, temerosa do que possa acontecer, Jocasta da o filho a um cego, ordenando que o leve para bem longe. Aos pés do monte Citerão o servo entrega o pequeno príncipe a um pastor. O mesmo leva o menino para Corinto onde é adotado pelo Rei Pólibo. Cresce então, sobe o carinho do Rei e sua esposa, Mérope, tornando-se um jovem de grande sabedoria e beleza. Seus pais adotivos não se cansam de agradecer aos deuses pela oportunidade de educa-lo com espírito de justiça. Tal felicidade, entretanto, estava prestes a terminar. Em uma festa, Édipo ouve de um cortesão a história de sua verdadeira origem. Intrigado embora descrente da verdade, o príncipe decide descobrir quem realmente é, e de onde veio.
  Dirige-se a Delfos para consultar o oráculo, e dele ouve pessoalmente a trágica profecia: " As de matar teu  pai e desposar tua própria mãe".
  Convencido de que Pólipo é seu pai e Mérope sua mãe, o infeliz foge de Corinto para evitar que se cumpra a maldição. Em meio a viagem, porém, um desconhecido exige que se afaste do caminho, para lhe dar passagem. Ofendido, o jovem desafia o homem para um duelo e mata-o. O desconhecido era Laio. O destino juntara por acaso pai e filho  para cumprir a primeira parte da profecia maldita. Édipo, no entanto ainda ignora que matou o pai.
  Em Tebas, a esfinge apavora a população. Sentado em um rocha, o  monstro, metade mulher metade leão devora os que se atrevam a decifrar seu enigma. A inteligência de Édipo porem consegue vence-la. Envergonhada com a derrota, a esfinge se mata e os agradecidos Tebanos fazem de édipo seu rei.
  No palácio de Tebas, Jocasta chora ainda a morte de Laio. É ali que Édipo a encontra e se apaixona por sua beleza. O amor é correspondido e, sem que ambos conheçam a verdade, casam-se e tem quatro filhos.
  Alguns anos depois, uma peste se abate sobre o reino. Consultado o oráculo diz que o mal, só terminará quando o assassino de Laio for vingado.
  Desposto a salvar seu povo, Édipo recorre então ao adivinho Tirésias, e este lhe reserva a terrível verdade: O assassino de Laio era Édipo, atual Rei de Tebas.
  Ao conhecer toda a tragédia, Édipo sai a procura de Jocasta e encontra-a morta - enforcara-se ao compreender que se casará com seu filho.
  A cena é tão brutal que Édipo usa o broche de Jocasta para furar os seus olhos.
  Abatido pela desgraça, cego, Édipo é banido de Tebas. Indiferente a tudo, errante, ele espera apenas a morte. Um dia chega a Colona e um súbito estrondo no céu avisa-lhe que chegou a hora final. Logo a terra se abre docemente para acolher seu corpo, pondo fim a vida do mais infeliz dos Heróis Gregos.
  De acordo Freud, o criador da psicanálise, durante a infância todos os seres humanos ficam sexualmente obcecados por seus pais.   O menino se interessa pela mãe e tem ciumes do pai, enquanto o inverso ocorre com as meninas. Esse complexo de emoções afeta toda a nossa vida.
  Quando você indaga aos filhos com quem gostaria de casar? É bastante comum que o garotinho responda " com a mamãe". Nas meninas a resposta frequente é " com o papai".
  Os pais, e os adultos em geral costumam encarar essas manifestações das crianças como simples brincadeiras.
  Para os psicanalistas, no entanto, tais desejos podem expressar um impulso real da criança, impulso que a faz ver em um de seus genitores um rival sexual.
  Segundo Freud, esses sentimentos infantis, tem um desenvolvimento natural e se resolvem, quando a criança normal aprende a se identificar com o genitor de seu próprio sexo.
  Em alguns casos, porem, tais desejos subsistem no inconsciente do menino resultando em um amor excessivo pela mãe e um ódio e ciume patológico pelo pai. Freud denominou esse sentimento " Complexo de Édipo",  aproveitando a sugestão oferecida pela antiga Lenda Grega, segundo ao qual Édipo matou seu pai e casou-se, sem saber, com a própria mãe.   
   

  O mesmo ocorre com as meninas, elas se apaixonam pelo pai e podem manifestar um ciúme excessivo contra a mãe - desenvolvem ao que Freud chamou de " Complexo de Eletra", personagem de outra lenda da Mitologia Grega.
  Costuma-se dizer que os homossexuais, são geralmente muito apegados as suas mães. 
  As pessoas maduras, não se apaixonam e se casam por que encontraram no parceiro conjugal os requisitos de uma lista completa de qualidades, deveriam a priore ser seus atributos. O que na realidade pode acontecer com o homossexual é que ele não tenha conseguido livrar-se da atração sexual sentida por sua mãe, disso decorrendo seu comportamento. 
  Segundo Freud, todos os homens estiveram sujeitos, na infância , ao desejo sexual com relação a mãe. Assim o desenvolvimento psicológico masculino dependeria consideravelmente do ajustamento do indivíduo a tal desejo , nem sempre consciente. E seriam esses sentimentos socialmente " inaceitáveis", que seriam reprimidos em nosso consciente.
  A teoria Freudiana sobre o Complexo de Édipo, não pode ser cientificamente comprovada, pelo menos, da mesma maneira como se comprova uma teoria sobre os fenômenos químicos ou físicos. Se tal Complexo não é identificado em nós mesmos, dificilmente podemos reconhece-lo nas outras pessoas. Mas não ha dúvidas que a teoria de Freud pode ajudar a explicar alguns aspectos do nosso comportamento cotidiano.
  O estudo dos sonhos, por exemplo, pode fornecer informações muito úteis para constatar a existência do desejo Edipiano. Freud conta ter visto em sonho a mãe sendo carregada para o quarto e, depois, ser colocada em uma cama por dois indivíduos estranhos, altos e com bicos de pássaro. Ela parecia morta, mas tinha a expressão calma de quem dorme. Freud, que, tinha apenas, sete ou oito anos de idade, acordou gritando, tomado de forte ansiedade.
  Assim, o adulto Freud estaria apenas realizando inconscientemente em desejo do Freud menino, ou seja, violentar a própria mãe. 
     



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Elas nunca param?

Seu filho, hiperativo ou vítima da SDA?



  Imagine, uma criança , que não fica sentada sequer um minuto, detesta esperar, fazer interrupções constantes, raramente se concentra em uma tarefa a ponto de termina-la e, quando frustrada, explode de raiva. Reflexos de uma hiperatividade?
  Nem sempre...
  Esses são, na verdade, sintomas da Síndrome do Deficit de Atenção, problema que atinge também adultos, como aconteceu com Albert Einsten e Winston Churchill.
  Para as crianças hiperativas e suas família a vida, é uma louca corrida que os  médicos tentam controlar.
  Você deve conhecer aquela criança, tão travessa, mas tão travessa, que se transforma no maior sofrimento das mães, na tortura dos professores e no terror das festinhas de aniversário. Tem aquela criança  que não pode brincar sozinha na rua onde mora, pois várias vezes atravessa o sinal fechado para os pedestres.
  Pode acontecer, da criança colocar fogo no quarto e sofrer queimaduras e aquelas que levam alguns pontos depois de descer no corrimão da escada que usou como escorregador e se acidentou.

 Existem, crianças que quando vão ao supermercado com as mães, sua diversão é tentar atropelar as pessoas com o carrinho, ou sair correndo, batendo e derrubando tudo nas gôndulas.
  Essas crianças, não tem amigos, e as outras crianças, ficam muito assustadas com o seu comportamento. As pessoas acham que elas são crianças levadas, podem ate jugar que os pais o educam com liberdade excessivas, que são meninos mimados e, no fundo, tudo se resolveria com umas boas palmadas ( que é uma atitude inadequada, agressiva e proibida por lei), mas elas tem distúrbio de Hiperatividade e Deficit de Atenção (DHDA).
  Hoje, ela se tornou um dos principais objetos de estudo de psicólogos, neurologistas e psicopedagogos, e um diagnóstico em seus consultórios.  O DHDA é uma nova classificação da medicina para o que antes se conhecia apenas por hiperatividade.
  Os americanos estimam que 3,5 milhões de jovens daquele pais, ou 5% da população com menos de 18 anos sofram de DHDA.
  No Brasil, as estatísticas são ainda raras, mas uma pesquisa recente feita em duas mil crianças, no Instituto de Educação Ismael Coutinho, de Niterói, conclui que 7,5 delas eram portadoras do distúrbio.
  O DHDA substituiu o conceito de hiperatividade pura e simples depois que se descobriu, que excessiva agitação de algumas crianças e acompanhadas de outras manifestações de comportamento. As crianças acometidas de DHDA, tem dificuldade em se concentrar, mesmo em atividades simples como assistir a Televisão. Na sala de aula do colégio, um simples ruido que vem da rua, ou um tic tac de um relógio podem distrai-las ao ponto, de não ouvirem mais a vós da professora.

  O rendimento escolar, geralmente é fraco, com os colegas  elas tendem a querer controlar as brincadeiras. São campeãs em acidentes porque agem por impulso, e não avaliam o perigo.
  A maioria delas, para minorar os efeitos do DHDA,  tem de ser acompanhadas por psicólogos, ou psicopedagogos, e muitos precisam tomar medicamentos que atuam, como calmantes e auxiliam a concentração.
  As crianças que apresentam o Distúrbio de Hiperatividade e Deficit de Atenção não são menos inteligentes ou capazes, apenas exigem atenção especial. Seus pais costumam passar por maus pedaços para encontrar a escola adequada, e muitas vezes enfrentam constrangimentos.
  Causas da Síndrome:
  Entre os fatores determinantes da SDA, figuram, principalmente, herança genética, causas orgânicas e distúrbios emocionais.
  Fatores genéticos - estudos realizados em gêmeos, parente consanguíneos e filhos adotados sugerem que os fatores genéticos são de significativas importância na hiperatividade.
  Enquanto no gêmeos univitelinos a SDA, é mais notória no par, nos gêmeos fraternos ela varia. Também e verdadeiro que os pais biológicos de crianças com SDA tiveram mais chance de ser hiperativos durante a infância.
  Disfusoes neurológicas perinatais - Para alguns estudiosos, o problema se deve a possível lesão anatômica nas estruturas cerebrais, relacionadas com as áreas motoras e comportamental.
  Haveria um decrescemo do fluxo sanguíneo para o córtex motor pré-central, lobo frontal e o núcleo caudado. Outros postulam que esses problemas comportamentais poderiam estar relacionado a uma deficiência enzimática cerebral. Também têm sido implicados fatores perinatais que resultariam em danos ao sistema nervoso central.
  A hiperatividade representaria um mecanismo de defesa da criança diante de situações geradoras de angústia e ansiedade.
  Fatores alimentares - Também tem sido apontados como causa do problema, a deficiência vitamínica e de zinco, intolerância ao açúcar e aditivos alimentares.
  Assim como a maioria dos distúrbios na infância, a intervenção precoce é  vital. Antes do diagnóstico é preciso conhecer o perfil psicológico e educacional da criança com suspeita do problema, através, por exemplo de testes aplicados por psicólogos e fonoaudiólogos. Além disso, um check up pediátrico completo detectará presença de hiperatividade, distúrbios do sono ou do apetite, coordenação motora fraca, dificuldade de linguagem e atraso na percepção das cores.
  O tratamento inclui, terapia na linha comportamental (Behaviorista) que contará com a ajuda de fonoaudiólogos, além dos professores e da família da criança. Terapia de linguagem também podem ser empregadas para melhorar a capacidade da fala, e terapia ocupacional pode ser a solução para a melhora da coordenação motora e dos problemas visuais. Nem todas as crianças com SDA respondem ao tratamento com medicamentos. Os psico estimulantes, quando utilizados costumam surtir efeito para modificar os problemas neuroquímicos cerebrais.
   Antidepressivos são usados com menos frequência, e apenas quando os estimulantes não são capazes, ou provocam efeitos colaterais indesejados. Os medicamentos tricíclicos são comummente prescritos por sua ação mais duradoura e melhor atuação em pacientes com ansiedade, depressão e excesso de agressividade.
  Além da terapêutica os pais se sentem carregando um fardo pesado, também precisam da sua parcela de contribuição. Para que seus filhos cresçam sem problemas e o dia-a -dia em casa se transforme em um mar de rosas, deve-se por em prática a teoria dos três R: rotina, regularidade e repetição, sem obviamente pressionar muito a criança, é bom faze-la entender que um pouco de disciplina e organização não fazem mal a ninguém. Com isso, ela se verá despertada para o sentindo de responsabilidade e terá,  também, sua capacidade de concentração constantemente solicitada. Ainda é bom que os pais saibam que a SDA, não tem nada a ver com a inteligência, podendo fazer suas vítimas entre crianças de QI altíssimo ou, ao contrário baixíssimo.
  Afinal de contas,  não de pode esquecer de um dos maiores portadores de SDA do mundo: Albert Einsten! Segundo conta a história, o autor da teoria da relatividade desenvolveu a linguagem tardiamente, teve uma participação medíocre na escola e não se sobressaia em qualquer área específica.     
( Benjamim Franklin, Fernando Collor , Albert Einsten e Winston Churchill)

Fique de olho nos sintomas 
  • Distúrbio com o mínimo de 6 meses de duração, durante os quais pelo menos oito dos seguintes critérios estão presentes:
  • Mexe mãos e pés sem parar e contorce  quando sentado.
  • Tem dificuldade de permanecer sentado quando isso é exigido.
  • É  facilmente distraído por estímulos externos.
  • Tem dificuldade em aguardar a sua vez em jogos ou situações de grupo.
  • Frequentemente deixa escapar respostas as perguntas antes que sejam completadas.
  • Tem dificuldade em seguir instruções.
  • Tem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades recreátivas.
  • Frequentemente muda de uma atividade  incompleta para outra.
  • Tem dificuldade de brincar em silêncio.
  • Fala excessivamente.
  • Interrompe atividades de terceiros, como, por exemplo, intrometer-se em jogos  de outras crianças.
  • Parece não escutar o que lhe é dito.
  • Perde as coisas necessárias para suas tarefas e atividades na escola ou em casa.
  • Frequentemente se engaja em atividades perigosas fisicamente, sem considerar as possíveis consequências.
  • Os sintomas se iniciam antes dos sete anos de idade.