sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Elas nunca param?

Seu filho, hiperativo ou vítima da SDA?



  Imagine, uma criança , que não fica sentada sequer um minuto, detesta esperar, fazer interrupções constantes, raramente se concentra em uma tarefa a ponto de termina-la e, quando frustrada, explode de raiva. Reflexos de uma hiperatividade?
  Nem sempre...
  Esses são, na verdade, sintomas da Síndrome do Deficit de Atenção, problema que atinge também adultos, como aconteceu com Albert Einsten e Winston Churchill.
  Para as crianças hiperativas e suas família a vida, é uma louca corrida que os  médicos tentam controlar.
  Você deve conhecer aquela criança, tão travessa, mas tão travessa, que se transforma no maior sofrimento das mães, na tortura dos professores e no terror das festinhas de aniversário. Tem aquela criança  que não pode brincar sozinha na rua onde mora, pois várias vezes atravessa o sinal fechado para os pedestres.
  Pode acontecer, da criança colocar fogo no quarto e sofrer queimaduras e aquelas que levam alguns pontos depois de descer no corrimão da escada que usou como escorregador e se acidentou.

 Existem, crianças que quando vão ao supermercado com as mães, sua diversão é tentar atropelar as pessoas com o carrinho, ou sair correndo, batendo e derrubando tudo nas gôndulas.
  Essas crianças, não tem amigos, e as outras crianças, ficam muito assustadas com o seu comportamento. As pessoas acham que elas são crianças levadas, podem ate jugar que os pais o educam com liberdade excessivas, que são meninos mimados e, no fundo, tudo se resolveria com umas boas palmadas ( que é uma atitude inadequada, agressiva e proibida por lei), mas elas tem distúrbio de Hiperatividade e Deficit de Atenção (DHDA).
  Hoje, ela se tornou um dos principais objetos de estudo de psicólogos, neurologistas e psicopedagogos, e um diagnóstico em seus consultórios.  O DHDA é uma nova classificação da medicina para o que antes se conhecia apenas por hiperatividade.
  Os americanos estimam que 3,5 milhões de jovens daquele pais, ou 5% da população com menos de 18 anos sofram de DHDA.
  No Brasil, as estatísticas são ainda raras, mas uma pesquisa recente feita em duas mil crianças, no Instituto de Educação Ismael Coutinho, de Niterói, conclui que 7,5 delas eram portadoras do distúrbio.
  O DHDA substituiu o conceito de hiperatividade pura e simples depois que se descobriu, que excessiva agitação de algumas crianças e acompanhadas de outras manifestações de comportamento. As crianças acometidas de DHDA, tem dificuldade em se concentrar, mesmo em atividades simples como assistir a Televisão. Na sala de aula do colégio, um simples ruido que vem da rua, ou um tic tac de um relógio podem distrai-las ao ponto, de não ouvirem mais a vós da professora.

  O rendimento escolar, geralmente é fraco, com os colegas  elas tendem a querer controlar as brincadeiras. São campeãs em acidentes porque agem por impulso, e não avaliam o perigo.
  A maioria delas, para minorar os efeitos do DHDA,  tem de ser acompanhadas por psicólogos, ou psicopedagogos, e muitos precisam tomar medicamentos que atuam, como calmantes e auxiliam a concentração.
  As crianças que apresentam o Distúrbio de Hiperatividade e Deficit de Atenção não são menos inteligentes ou capazes, apenas exigem atenção especial. Seus pais costumam passar por maus pedaços para encontrar a escola adequada, e muitas vezes enfrentam constrangimentos.
  Causas da Síndrome:
  Entre os fatores determinantes da SDA, figuram, principalmente, herança genética, causas orgânicas e distúrbios emocionais.
  Fatores genéticos - estudos realizados em gêmeos, parente consanguíneos e filhos adotados sugerem que os fatores genéticos são de significativas importância na hiperatividade.
  Enquanto no gêmeos univitelinos a SDA, é mais notória no par, nos gêmeos fraternos ela varia. Também e verdadeiro que os pais biológicos de crianças com SDA tiveram mais chance de ser hiperativos durante a infância.
  Disfusoes neurológicas perinatais - Para alguns estudiosos, o problema se deve a possível lesão anatômica nas estruturas cerebrais, relacionadas com as áreas motoras e comportamental.
  Haveria um decrescemo do fluxo sanguíneo para o córtex motor pré-central, lobo frontal e o núcleo caudado. Outros postulam que esses problemas comportamentais poderiam estar relacionado a uma deficiência enzimática cerebral. Também têm sido implicados fatores perinatais que resultariam em danos ao sistema nervoso central.
  A hiperatividade representaria um mecanismo de defesa da criança diante de situações geradoras de angústia e ansiedade.
  Fatores alimentares - Também tem sido apontados como causa do problema, a deficiência vitamínica e de zinco, intolerância ao açúcar e aditivos alimentares.
  Assim como a maioria dos distúrbios na infância, a intervenção precoce é  vital. Antes do diagnóstico é preciso conhecer o perfil psicológico e educacional da criança com suspeita do problema, através, por exemplo de testes aplicados por psicólogos e fonoaudiólogos. Além disso, um check up pediátrico completo detectará presença de hiperatividade, distúrbios do sono ou do apetite, coordenação motora fraca, dificuldade de linguagem e atraso na percepção das cores.
  O tratamento inclui, terapia na linha comportamental (Behaviorista) que contará com a ajuda de fonoaudiólogos, além dos professores e da família da criança. Terapia de linguagem também podem ser empregadas para melhorar a capacidade da fala, e terapia ocupacional pode ser a solução para a melhora da coordenação motora e dos problemas visuais. Nem todas as crianças com SDA respondem ao tratamento com medicamentos. Os psico estimulantes, quando utilizados costumam surtir efeito para modificar os problemas neuroquímicos cerebrais.
   Antidepressivos são usados com menos frequência, e apenas quando os estimulantes não são capazes, ou provocam efeitos colaterais indesejados. Os medicamentos tricíclicos são comummente prescritos por sua ação mais duradoura e melhor atuação em pacientes com ansiedade, depressão e excesso de agressividade.
  Além da terapêutica os pais se sentem carregando um fardo pesado, também precisam da sua parcela de contribuição. Para que seus filhos cresçam sem problemas e o dia-a -dia em casa se transforme em um mar de rosas, deve-se por em prática a teoria dos três R: rotina, regularidade e repetição, sem obviamente pressionar muito a criança, é bom faze-la entender que um pouco de disciplina e organização não fazem mal a ninguém. Com isso, ela se verá despertada para o sentindo de responsabilidade e terá,  também, sua capacidade de concentração constantemente solicitada. Ainda é bom que os pais saibam que a SDA, não tem nada a ver com a inteligência, podendo fazer suas vítimas entre crianças de QI altíssimo ou, ao contrário baixíssimo.
  Afinal de contas,  não de pode esquecer de um dos maiores portadores de SDA do mundo: Albert Einsten! Segundo conta a história, o autor da teoria da relatividade desenvolveu a linguagem tardiamente, teve uma participação medíocre na escola e não se sobressaia em qualquer área específica.     
( Benjamim Franklin, Fernando Collor , Albert Einsten e Winston Churchill)

Fique de olho nos sintomas 
  • Distúrbio com o mínimo de 6 meses de duração, durante os quais pelo menos oito dos seguintes critérios estão presentes:
  • Mexe mãos e pés sem parar e contorce  quando sentado.
  • Tem dificuldade de permanecer sentado quando isso é exigido.
  • É  facilmente distraído por estímulos externos.
  • Tem dificuldade em aguardar a sua vez em jogos ou situações de grupo.
  • Frequentemente deixa escapar respostas as perguntas antes que sejam completadas.
  • Tem dificuldade em seguir instruções.
  • Tem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades recreátivas.
  • Frequentemente muda de uma atividade  incompleta para outra.
  • Tem dificuldade de brincar em silêncio.
  • Fala excessivamente.
  • Interrompe atividades de terceiros, como, por exemplo, intrometer-se em jogos  de outras crianças.
  • Parece não escutar o que lhe é dito.
  • Perde as coisas necessárias para suas tarefas e atividades na escola ou em casa.
  • Frequentemente se engaja em atividades perigosas fisicamente, sem considerar as possíveis consequências.
  • Os sintomas se iniciam antes dos sete anos de idade.    


    

Um comentário :

  1. Bom dia Dr! O DHDA descreve o meu Júnior sem tirar nem por. Sem contar os outros distúrbios que já conversamos. Abraços.

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